O Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde, inaugurou nesta segunda-feira (15) uma nova carreta de saúde da mulher em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. Esta ação visa proporcionar o diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero para as pacientes do SUS da região.

A unidade móvel está equipada para oferecer uma gama de serviços essenciais. Inclui consultas ginecológicas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além da realização de biópsias, tudo direcionado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que forem agendadas e encaminhadas pela Secretaria de Saúde local.

Totalmente estruturada com os insumos, equipamentos e equipes multiprofissionais necessários, a carreta ficará estacionada no campus de Manguinhos, pertencente à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O atendimento ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, facilitando o acesso da população.

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Ana Luiza Caldas, secretária de Atenção Primária à Saúde, destacou a importância da iniciativa. Segundo ela, o objetivo principal é eliminar a necessidade de longos deslocamentos para as mulheres de Manguinhos que precisam de cuidados especializados.

“A mulher que tem alguma indicação após passar por uma unidade básica de saúde pode fazer um exame mais complexo na carreta e, se tiver necessidade, já faz a própria biópsia. É um cuidado especializado e próximo de onde as pessoas residem”, explicou a secretária.

O Ministério da Saúde informou que, além da unidade em Manguinhos, o estado do Rio de Janeiro recebeu recentemente outras três carretas. Duas delas são dedicadas à saúde da mulher, instaladas em Petrópolis e Magé, e uma de oftalmologia em Campo Grande, focada no diagnóstico de doenças oculares e cirurgias de catarata.

No estado do Rio, as carretas de saúde da mulher já beneficiaram moradores de Japeri, Mesquita, São João do Meriti, Nova Friburgo, Itaguaí, Queimados, Morro do Alemão, Sepetiba, Maricá, Realengo, Urucânia e Volta Redonda. As unidades de exames de imagem atenderam em Paracambi, Niterói, Três Rios, Barra do Piraí e Complexo da Penha, enquanto a de oftalmologia passou por Teresópolis e Rio das Ostras.

Carretas pelo Brasil

Nacionalmente, unidades móveis de saúde da mulher também foram implementadas em Brumado (BA), Valença (BA), Abreu e Lima (PE), Cabo de Santo Agostinho (PE), Propriá (SE) e Sapucaia do Sul (RS), ampliando o alcance do programa.

Para exames de imagem, pacientes do SUS em Calçoene (AP), Ceilândia (DF), João Pinheiro (MG), Mariana (MG), Aurora do Pará (PA), Dianópolis (TO) e Aquidauana (MS) já estão sendo atendidos. Esses procedimentos são cruciais para o apoio ao diagnóstico e a definição de tratamentos adequados. Pato Branco (PR) recebeu uma das carretas de oftalmologia.

O programa Agora Tem Especialistas vai além das carretas, atuando em diversas frentes para diminuir o tempo de espera por atendimentos especializados no SUS. Suas ações incluem mutirões aos fins de semana, a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, a ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, a contratação de médicos especialistas e a expansão do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.

De acordo com o Ministério da Saúde, as iniciativas do Agora Tem Especialistas já contribuíram significativamente para a rede pública. O país, por exemplo, alcançou a marca de 14,9 milhões de cirurgias eletivas – um crescimento de 42% em relação a 2022 – além de registrar 1,3 milhão de exames especializados e 14 milhões de internações realizadas pelo SUS.

Desde o início de sua operação, as carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem têm sido fundamentais para ampliar a oferta de serviços de saúde especializados. Elas atuam principalmente em locais de difícil acesso, com vazios assistenciais, e em cidades-polo, contribuindo para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Essas unidades móveis já percorreram mais de 2,9 mil municípios, prestando atendimento a pacientes do SUS em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Redação O Vale Quer Saber