A prévia da inflação oficial de setembro registrou alta de 0,70%, marcando o maior patamar desde abril, quando atingiu 0,89%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25). O resultado reverte o cenário de deflação de -0,40% visto em agosto.

O principal vetor para essa aceleração no IPCA-15 foi o encarecimento da energia elétrica residencial. Isso ocorreu devido ao encerramento do desconto proporcionado pelo Bônus de Itaipu, que havia reduzido as tarifas no mês passado.

Com este índice, a inflação prévia acumula alta de 4,47% no período de 12 meses. No ano de 2026, o indicador já soma 3,82%, demonstrando a volatilidade recente dos preços ao consumidor em diferentes setores da economia nacional.

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Comportamento dos grupos

Para chegar ao índice geral, o IBGE monitora nove grupamentos de produtos e serviços. O setor de habitação liderou as pressões inflacionárias, disparando 2,07% e gerando um impacto isolado de 0,31 ponto percentual no resultado mensal.

Outros setores que registraram altas expressivas foram as despesas pessoais, com avanço de 0,96%, e o grupo de transportes, que subiu 0,60% impulsionado principalmente pelo encarecimento das passagens aéreas.

Alimentação e projeções

No segmento de alimentação e bebidas, a alta foi puxada pela comida no domicílio, que subiu 0,38%. Alimentos como o tomate e o arroz registraram aumentos expressivos, enquanto itens como o feijão carioca e a cebola ajudaram a aliviar o orçamento das famílias.

O indicador oficial completo do mês será divulgado em outubro. Enquanto isso, analistas do mercado financeiro seguem monitorando os impactos desses reestruturados custos na economia doméstica.

FONTE/CRÉDITOS: Redação O Vale Quer Saber