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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que institui o Enamed de forma obrigatória. A medida visa examinar os estudantes de medicina e a qualidade das instituições de ensino em todo o país.
A prova ocorrerá em três etapas da graduação: no segundo, quarto e sexto anos. O propósito central é mapear lacunas de aprendizado, medir o rendimento discente e monitorar o padrão dos cursos superiores.
Para o chefe do Executivo, a iniciativa trará reflexos diretos na melhoria do atendimento médico oferecido aos cidadãos. Ele destacou que profissionais mais bem preparados garantem uma expectativa de vida maior para a sociedade.
“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais”, afirmou o presidente durante a cerimônia de sanção.
O governante também reforçou o papel essencial do Estado na oferta de serviços de saúde acessíveis. Segundo ele, a atuação do Sistema Único de Saúde é motivo de orgulho nacional.
Com as novas regras, a aprovação passa a ser um requisito para o exercício profissional. Contudo, a obrigatoriedade vale apenas para quem ingressou nos cursos a partir de 19 de junho de 2026.
Políticas públicas e prevenção
Durante o evento, o presidente defendeu investimentos contínuos em programas estratégicos, como o Farmácia Popular e o Samu. Ele ressaltou a importância de enxergar o bem-estar de forma ampla, incluindo hábitos saudáveis.
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como um avanço para alunos e faculdades. Ele pontuou que a proliferação recente de escolas médicas nem sempre veio acompanhada de estrutura hospitalar adequada.
Fiscalização e controle
O Conselho Federal de Medicina celebrou a decisão como um marco histórico. Especialistas da área acadêmica apontaram que a avaliação protegerá tanto os pacientes quanto os próprios alunos de uma formação deficiente.
O Ministério da Educação e o Ministério da Saúde atuarão em conjunto na aplicação das provas. Instituições com desempenho insatisfatório sofrerão sanções, que podem incluir corte de vagas e suspensão de vestibulares.
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