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O juro real brasileiro alcançou 9,05%, consolidando o Brasil na liderança isolada entre 40 nações monitoradas pela consultoria Moneyou. Esse patamar supera em sete vezes a média global de 1,27%, evidenciando um cenário de aperto monetário severo que desconta a inflação local.
O levantamento coloca o Brasil à frente de economias como Turquia, Argentina e Rússia. Em comparação com o relatório de setembro, o índice nacional apresentou alta, saindo de 8,45% para o atual patamar de 9,05%.
Impactos da política monetária
A manutenção da taxa Selic, decidida por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, reflete incertezas sobre a trajetória inflacionária. O órgão destacou que as expectativas de mercado seguem pressionadas acima da meta oficial, justificando a interrupção do ciclo de quedas que vigorava desde abril.
A decisão gerou reações imediatas no setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio de seu presidente Ricardo Alban, classificou a manutenção da taxa como um custo excessivo para o desenvolvimento das empresas e para o orçamento das famílias brasileiras.
Dívida pública e juros
O peso dos juros no orçamento é um ponto de atenção crítica. Dados do Banco Central indicam que, nos últimos doze meses, o custo com encargos da dívida pública superou R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,9% do PIB.
Enquanto o mercado financeiro pressiona por cortes de gastos para conter a escalada da dívida — que subiu de 71,7% em 2022 para 82,9% em agosto de 2026 —, economistas divergem. Parte dos especialistas defende que a própria política de juros elevados é a principal responsável pelo desequilíbrio fiscal, sugerindo a busca por alternativas que permitam o alívio monetário sem comprometer a estabilidade.
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