A Pesquisa Quaest 2026 revela um cenário eleitoral mais complexo e competitivo do que aparenta à primeira vista. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha forte liderança no Nordeste, os dados mostram crescimento da rejeição, avanço da direita fora da região e um país claramente dividido — fatores que apontam para uma eleição presidencial altamente disputada.

Com simulações de primeiro turno, avaliação de governo e análise de potencial de voto, o levantamento também testa o desempenho de Flávio Bolsonaro como possível representante do campo conservador, indicando que o bolsonarismo segue relevante mesmo sem a presença direta de Jair Bolsonaro.

A leitura completa dos números, no entanto, exige mais do que observar percentuais: é preciso entender comportamento do eleitor, rejeição e dinâmica regional — especialmente em estados estratégicos como Bahia e Pernambuco.

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Avaliação do governo Lula mostra força no Nordeste e desgaste nacional

A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva mostra um contraste claro entre regiões.

Nordeste mantém apoio consistente

  • Pernambuco: 47% positivo x 26% negativo (saldo +21)
  • Bahia: 45% x 24% (saldo +21)
  • Ceará: 45% x 27% (saldo +18)

Esses números confirmam que Lula mantém uma base eleitoral robusta no Nordeste, região historicamente favorável ao petismo.

No entanto, a análise mais detalhada aponta um fator relevante: a presença significativa de avaliações negativas, que já se aproximam de um quarto do eleitorado em alguns estados. Isso indica que, embora forte, o apoio não é mais incontestável.

A força de Lula
A força de Lula

Cenário nacional é desfavorável

  • Brasil: 31% positivo x 42% negativo → saldo -11

No panorama nacional, o governo enfrenta mais desaprovação do que aprovação. Esse dado é estratégico porque eleições presidenciais são definidas no equilíbrio entre regiões — e não apenas em redutos eleitorais.

Dados mais importantes - Rejeição
Dados mais importantes - Rejeição

Sul e Sudeste concentram rejeição

  • São Paulo: saldo -19
  • Paraná: saldo -22
  • Goiás: saldo -26

Nessas regiões, o antipetismo segue forte e estruturado, criando uma barreira eleitoral importante para Lula.

Intenção de voto mostra país dividido entre Lula e direita

Na simulação de primeiro turno, Lula apresenta ampla vantagem no Nordeste:

  • Pernambuco: 53%
  • Bahia: 49%
  • Ceará: 50%

Já Flávio Bolsonaro aparece com índices bem inferiores nesses estados, variando entre 19% e 23%.

A força da direita
A força da direita

Direita ganha força fora do Nordeste

Nos estados do Sul e Sudeste, o cenário se inverte:

  • São Paulo: Flávio 34% x Lula 31%
  • Rio de Janeiro: Flávio 31% x Lula 29%
  • Paraná: Flávio 38% x Lula 23%

Esse desempenho indica que o bolsonarismo mantém forte presença eleitoral nessas regiões, mesmo sem a candidatura direta de Jair Bolsonaro.

Centro-Oeste segue tendência conservadora

  • Goiás: Flávio 25% x Lula 20%

Rejeição elevada limita crescimento dos principais nomes

Lula e Flávio enfrentam barreiras eleitorais importantes

A análise de potencial de voto e rejeição revela um dos pontos mais decisivos da eleição.

Lula

  • Forte no Nordeste (saldo positivo)
  • Alta rejeição no Sul e Sudeste:
    • São Paulo: 63% não votariam
    • Paraná: 68%
    • Goiás: 66%

Flávio Bolsonaro

  • Melhor desempenho no Sul:
    • Rio Grande do Sul: saldo positivo (+10)
  • Alta rejeição no Nordeste:
    • Bahia: 63% não votariam
    • Pernambuco: 63%
Alerta para Lula a desaprovação
Alerta para Lula a desaprovação

Cenário de rejeição cruzada

Os dados apontam para um cenário clássico:

👉 Dois candidatos competitivos, mas com alta rejeição fora de suas bases

Esse tipo de configuração tende a produzir:

  • Eleições polarizadas
  • Disputas apertadas no segundo turno
  • Possibilidade de crescimento de alternativas

Indecisos podem definir o resultado da eleição

Pesquisa Quaest 2026 mostra espaço aberto para disputa

Outro dado relevante é o percentual de indecisos:

  • Rio Grande do Sul: 19%
  • Rio de Janeiro: 13%
  • Bahia: 11%
  • Pará: 14%

Esse grupo representa o eleitorado mais volátil e decisivo.

👉 Em cenários equilibrados, quem conquistar os indecisos tende a vencer a eleição.

Indecisos - Eleição ainda em aberto
Indecisos - Eleição ainda em aberto

Bolsonarismo segue vivo mesmo sem Bolsonaro candidato

Flávio Bolsonaro testa transferência de votos

O desempenho de Flávio Bolsonaro indica que o capital político do bolsonarismo ainda existe.

No entanto, a pesquisa também revela limites:

  • Forte dependência regional
  • Alta rejeição fora da base
  • Necessidade de consolidação como liderança nacional

Outros nomes podem crescer com baixa rejeição

Zema e Caiado aparecem como alternativas possíveis

Embora ainda com baixa intenção de voto, nomes como:

  • Romeu Zema
  • Ronaldo Caiado

podem crescer ao longo da campanha.

O motivo:

  • Menor rejeição
  • Espaço entre eleitores insatisfeitos com a polarização
  • Possibilidade de unificação da direita

Impacto na Bahia, Pernambuco e Vale do São Francisco

Região segue estratégica para Lula, mas com mudanças no comportamento eleitoral

Nos estados da Bahia e Pernambuco, Lula mantém vantagem clara, o que se reflete diretamente no Vale do São Francisco.

No entanto, alguns fatores merecem atenção:

  • Crescimento gradual da direita
  • Influência de lideranças locais
  • Impacto da economia regional (emprego, inflação, programas sociais)

👉 O voto segue majoritariamente lulista, mas menos automático do que em eleições anteriores.

Cenários possíveis para a eleição presidencial de 2026

1. Polarização mantida

Lula enfrenta um nome ligado ao bolsonarismo
→ cenário mais provável

2. Reorganização da direita

Um nome como Zema ou Caiado cresce
→ pode mudar o equilíbrio eleitoral

3. Surgimento de terceira via

Depende de:

  • Alta rejeição dos líderes atuais
  • Fragmentação da direita

Conclusão: eleição de 2026 segue totalmente aberta

A Pesquisa Quaest 2026 mostra que, apesar da liderança de Lula no Nordeste, o cenário eleitoral brasileiro está longe de definido.

Com rejeição elevada, divisão regional e presença significativa de indecisos, a disputa tende a ser marcada por forte polarização e alto grau de imprevisibilidade.

👉 Mais do que números, o que a pesquisa revela é um país dividido — e uma eleição que será decidida nos detalhes.

FONTE/CRÉDITOS: Redação O Vale Quer Saber