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A enxaqueca ganhou uma nova alternativa terapêutica no Brasil após a aprovação do remédio Aquipta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (8). O produto, cujo princípio ativo é o atogepanto, foi liberado para pacientes adultos que sofrem com pelo menos quatro episódios da condição todos os meses.
Segundo informações divulgadas pela agência reguladora, o mecanismo de ação da substância foca no bloqueio de uma via biológica diretamente ligada à transmissão da dor. Deste modo, o fármaco atua de maneira preventiva para evitar o surgimento de novas crises.
A solicitação de registro do produto foi feita pela empresa Abbvie Farmacêutica e a decisão acabou oficializada por meio de uma resolução no Diário Oficial da União (DOU).
Investigações clínicas apontam que o uso do atogepanto é capaz de diminuir de forma expressiva a quantidade de dias mensais em que os pacientes enfrentam os sintomas da condição neurológica.
A Anvisa destacou que, embora já existam alternativas no mercado, várias delas falham em atingir os mecanismos fisiopatológicos exatos da patologia. Por isso, o formato de administração oral surge como um avanço importante.
Sobre a doença
O quadro clínico da enxaqueca envolve episódios recorrentes de cefaleia com níveis moderados a fortes de dor. Frequentemente, esses episódios vêm acompanhados de náuseas, vômitos e intolerância a estímulos luminosos e sonoros.
Dados epidemiológicos mostram que o problema afeta aproximadamente 15% de todas as pessoas no mundo, gerando reflexos negativos profundos na rotina e no bem-estar geral dos indivíduos acometidos.
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