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O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado anualmente, serve como um alerta crucial para esta condição silenciosa e frequentemente hereditária, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta não apenas adultos e idosos, mas também um número crescente de adolescentes e crianças. A importância de um diagnóstico precoce e a adoção de um estilo de vida saudável são pilares fundamentais para a prevenção e controle eficaz da doença no Brasil.
Popularmente conhecida como pressão alta, a Hipertensão Arterial é definida pelo Ministério da Saúde como uma doença crônica caracterizada por níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.
Essa elevação exige que o coração realize um esforço maior do que o normal para bombear o sangue por todo o corpo. A pasta ressalta que a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para complicações graves, como acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.
Embora 90% dos casos de hipertensão arterial sejam herdados dos pais, diversos fatores influenciam diretamente nos níveis de pressão arterial de um indivíduo. Entre os principais, destacam-se:
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Obesidade;
- Estresse crônico;
- Elevado consumo de sal;
- Níveis altos de colesterol;
- Sedentarismo.
A nova diretriz brasileira para a pressão arterial
Em setembro do ano passado, uma importante atualização na diretriz brasileira de manejo da pressão arterial foi implementada. A aferição de 12 por 8, antes considerada normal, passou a ser um indicador de pré-hipertensão.
Este documento foi fruto da colaboração entre a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão.
A reclassificação visa identificar indivíduos em risco de forma mais precoce, incentivando intervenções proativas e não medicamentosas. O objetivo é prevenir a progressão do quadro de hipertensão nos pacientes, evitando a necessidade de tratamentos mais intensivos no futuro.
Para que a pressão arterial seja considerada normal, ela deve ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo classificados como quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, conforme a avaliação de um profissional de saúde em consultório.
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas da Hipertensão Arterial raramente se manifestam em estágios iniciais, surgindo apenas quando a pressão atinge níveis muito elevados. Nesses casos, podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça intensa, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
A única forma de diagnosticar a Hipertensão Arterial é através da medição regular da pressão. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas acima de 20 anos verifiquem sua pressão ao menos uma vez por ano.
Para aqueles com histórico familiar de pressão alta, a orientação é intensificar essa rotina, medindo a pressão no mínimo duas vezes anualmente.
Tratamento e controle
A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente um médico pode determinar o método mais adequado para cada paciente, considerando suas particularidades e condição de saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte essencial, disponibilizando medicamentos para o tratamento da Hipertensão Arterial. Estes podem ser retirados em unidades básicas de saúde (UBS) e através do programa Farmácia Popular.
Para ter acesso aos medicamentos, é necessário apresentar:
- Documento de identidade com foto;
- CPF;
- Receita médica válida, com prazo de 120 dias. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico de hospitais ou clínicas privadas.
Pilares da prevenção: um estilo de vida saudável
Além da terapia medicamentosa, a adoção de um estilo de vida saudável é classificada pelo Ministério da Saúde como imprescindível para a prevenção e o controle da hipertensão. As principais recomendações incluem:
- Manter o peso adequado, ajustando hábitos alimentares conforme necessário;
- Moderar o consumo de sal, explorando outros temperos para realçar o sabor dos alimentos;
- Praticar atividade física regular;
- Dedicar tempo para momentos de lazer e relaxamento;
- Abandonar o tabagismo;
- Reduzir o consumo de álcool;
- Evitar alimentos ricos em gordura;
- Manter o diabetes sob controle, caso seja uma condição preexistente.
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