A cotação do coco no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta quarta-feira (14) é de R$ 200,00 pelo cento do coco verde e R$ 300,00 pelo cento do coco seco. Os valores foram divulgados pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), que publica diariamente a lista de preços dos hortifrutigranjeiros comercializados no entreposto.

Desta vez, a divulgação veio acompanhada de um destaque para a fruta. Com a aproximação do período mais quente do ano e as projeções de ocorrência de um El Niño intenso em 2026, a Prefeitura chama atenção para os cuidados com a saúde e para a importância da hidratação, e aponta o coco como uma opção natural, versátil e bastante consumida na região.

Na conta por unidade, considerando a venda no atacado, cada coco verde sai por cerca de R$ 2,00, e cada coco seco, por aproximadamente R$ 3,00.

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Preço do coco no Mercado do Produtor nesta quarta-feira (14)

Os valores praticados no entreposto de Juazeiro nesta quarta ficaram assim:

  • Coco verde: R$ 200,00 o cento (100 unidades);
  • Coco seco: R$ 300,00 o cento (100 unidades).

Os preços são de referência para o atacado e podem variar ao longo dos dias, de acordo com a oferta, a procura e as condições da safra. Por isso, a cotação é atualizada diariamente pela AMA.

Para o consumidor final, a referência do Mercado do Produtor ajuda a entender o comportamento dos preços no varejo. Feirantes, donos de mercadinhos, lanchonetes e vendedores de água de coco costumam se abastecer no entreposto, e o valor pago por eles ali tende a influenciar o preço que chega às barracas, quiosques e prateleiras da cidade.

Diferença entre o coco verde e o coco seco

Embora venham da mesma planta, o coco verde e o coco seco têm usos bem diferentes, o que explica a diferença de preço entre os dois.

O coco verde é colhido ainda jovem. Nessa fase, o fruto concentra grande volume de água e tem uma polpa fina e macia, quase gelatinosa. É o tipo mais procurado para o consumo da água de coco, vendida gelada em barracas, praias, academias e beiras de estrada.

O coco seco é colhido maduro. A quantidade de água diminui e a polpa fica mais grossa, firme e rica em gordura. É o coco usado para ralar, para produzir leite de coco e coco em pó e para o preparo de doces tradicionais, como a cocada.

Em resumo:

  • Coco verde: mais água, polpa macia, consumo principal da água de coco;
  • Coco seco: menos água, polpa firme, uso principal na culinária e na indústria de alimentos.

Água de coco e hidratação no calor

Com as temperaturas elevadas, manter uma boa hidratação é fundamental. A Prefeitura de Juazeiro destaca que a água de coco contém minerais como potássio, sódio e magnésio, que contribuem para a reposição de eletrólitos, substâncias que o corpo perde pelo suor.

Eletrólitos são sais minerais que ajudam no equilíbrio de líquidos do organismo, no funcionamento dos músculos e na transmissão de impulsos nervosos. Em dias de calor intenso, a transpiração aumenta e, com ela, a perda desses minerais. Por isso, a reposição de líquidos ganha importância, especialmente para quem trabalha ao ar livre, pratica atividade física ou passa muitas horas exposto ao sol.

A água de coco aparece, nesse contexto, como uma opção refrescante e natural. Ainda assim, vale lembrar que ela não substitui a água, que continua sendo a principal forma de hidratação no dia a dia. A água de coco pode ser um complemento.

Cuidados no consumo

Como qualquer alimento, a água de coco deve ser consumida com equilíbrio. Algumas situações pedem atenção:

  • Pessoas com doença renal devem conversar com o médico antes de consumir com frequência, já que a bebida é rica em potássio;
  • Pessoas com diabetes precisam considerar que a água de coco contém açúcares naturais da fruta;
  • Versões industrializadas podem ter adição de açúcar ou conservantes, por isso é importante ler o rótulo.

Em caso de dúvida, a orientação é procurar um profissional de saúde, como médico ou nutricionista.

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A polpa do coco e o valor nutricional

Não é só a água que tem valor. Segundo a Prefeitura, a polpa do coco é fonte de fibras, gorduras e outros nutrientes, e pode ser consumida in natura ou utilizada no preparo de diversas receitas.

As fibras ajudam no funcionamento do intestino e contribuem para a sensação de saciedade. Já as gorduras presentes na polpa fornecem energia, o que faz do coco um alimento calórico quando consumido em maior quantidade, principalmente na forma de coco seco ralado ou em doces com açúcar.

No coco verde, a polpa é mais leve e pode ser retirada com uma colher logo depois de beber a água, um hábito comum entre quem compra a fruta nas barracas. No coco seco, a polpa mais firme é a base para as preparações culinárias.

Coco na cozinha: dos bolos ao leite de coco

Além de refrescante, o coco é um ingrediente versátil na culinária e faz parte da tradição alimentar do Nordeste. Ele está presente em preparações como:

  • Bolos e tortas, com o coco ralado na massa ou na cobertura;
  • Cocadas, um dos doces mais tradicionais da região;
  • Doces diversos, como beijinho, pudim e manjar;
  • Pratos salgados, como moquecas, peixes e frangos preparados com leite de coco.

A polpa também é usada na produção de leite de coco e de coco em pó, o que amplia as possibilidades de consumo e de aproveitamento da fruta. O leite de coco caseiro, por exemplo, pode ser feito batendo a polpa do coco seco com água e coando o resultado.

Para pequenos empreendedores, como doceiras, confeiteiros e donos de lanchonetes, acompanhar a cotação no Mercado do Produtor é uma forma de planejar compras e calcular custos com mais precisão.

El Niño e o calor no Vale do São Francisco

O alerta da Prefeitura sobre o calor está ligado às projeções de ocorrência de um El Niño intenso em 2026. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e influencia o clima em várias partes do mundo.

No Brasil, o El Niño costuma estar associado a temperaturas mais altas e à redução das chuvas no Norte e no Nordeste, incluindo áreas do semiárido. No Vale do São Francisco, onde o calor já é intenso em boa parte do ano, a combinação de sol forte e tempo seco aumenta a necessidade de cuidados com a saúde.

Os meses finais do ano estão entre os mais quentes na região, o que reforça a importância de atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor.

Dicas para enfrentar os dias quentes

Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos à saúde nos dias de temperatura elevada:

  • Beber água ao longo do dia, sem esperar sentir sede;
  • Evitar exposição ao sol nos horários de maior intensidade, geralmente entre 10h e 16h;
  • Usar roupas leves, de cores claras, além de chapéu ou boné;
  • Usar protetor solar ao sair de casa;
  • Preferir alimentos leves, como frutas, verduras e saladas;
  • Ficar atento a sinais de desidratação, como boca seca, tontura, dor de cabeça e urina escura.

Frutas com bastante água na composição, como coco, melancia, melão e laranja, também ajudam na hidratação e costumam ser encontradas nas bancas do Mercado do Produtor.

Por que o preço do coco varia

O preço do coco no atacado não é fixo e pode mudar de um dia para o outro. Alguns fatores costumam pesar nessa variação:

  • Procura maior no calor: nos meses mais quentes, o consumo de água de coco aumenta, o que pode pressionar os preços do coco verde;
  • Oferta da safra: a quantidade de frutos disponíveis depende do ciclo das plantações e das condições do clima;
  • Custos de produção: gastos com irrigação, energia, adubação e mão de obra influenciam o valor cobrado pelo produtor;
  • Frete e distribuição: como o entreposto abastece compradores de outras regiões, o custo do transporte também entra na conta.

Por esse motivo, a consulta diária à cotação ajuda comerciantes e consumidores a acompanhar as oscilações e a se planejar melhor.

Como escolher um bom coco

Na hora da compra, alguns cuidados ajudam a levar para casa uma fruta de qualidade.

No coco verde, a casca deve estar firme, com cor viva e sem rachaduras, manchas escuras ou partes amolecidas. Ao balançar o fruto, é possível perceber o volume de água no interior.

No coco seco, o ideal é escolher frutos pesados para o tamanho, sem rachaduras e sem sinais de mofo nas extremidades. Ao agitar, o barulho da água indica que o coco ainda está em bom estado.

Depois de aberta, a água de coco deve ser consumida logo ou guardada na geladeira, em recipiente fechado, por pouco tempo, já que perde sabor e qualidade com rapidez.

    O papel do Mercado do Produtor de Juazeiro

    O Mercado do Produtor de Juazeiro é um importante centro de abastecimento, responsável pela comercialização e distribuição de alimentos para comerciantes e consumidores de diversas regiões do país.

    A posição do entreposto está ligada à força da agricultura irrigada no Vale do São Francisco. A região, que reúne municípios da Bahia e de Pernambuco às margens do Velho Chico, é conhecida nacionalmente pela produção de frutas, hortaliças e outros alimentos, cultivados em perímetros irrigados que garantem colheitas ao longo de todo o ano.

    O coco é uma das culturas presentes nesse cenário. Com sol constante e acesso à água do rio, a região reúne condições favoráveis ao cultivo do coqueiro, e a fruta faz parte do movimento diário do entreposto.

    Além do coco, o Mercado do Produtor concentra a venda de uma grande variedade de frutas, verduras, legumes e outros hortifrutigranjeiros. A diversidade de produtos atrai compradores de diferentes perfis, do pequeno feirante ao grande distribuidor.

    O fluxo de caminhões, carregadores, produtores e compradores faz do Mercado do Produtor um dos espaços econômicos mais movimentados de Juazeiro, com impacto direto na geração de emprego e renda no município.

    Horário de funcionamento

    O entreposto funciona em horário estendido, adaptado à rotina do comércio atacadista de alimentos:

    • Segunda a sexta-feira: das 2h às 22h;
    • Sábados: das 2h às 17h;
    • Domingos: a partir das 21h.

    A abertura nas primeiras horas da madrugada permite que comerciantes façam as compras cedo e abasteçam feiras, mercados e restaurantes antes do início do expediente. A reabertura no domingo à noite prepara o entreposto para o movimento da semana.

    Portal O Vale Quer Saber - A informação que conecta o Vale

    FONTE/CRÉDITOS: Márcio Reges / ASCOM PMJ